domingo, maio 10

Eu Sou Normal

A coisa mais comum quando alguém ouve falar em trauma é pensar: “eu não tenho trauma, isso não tem nada a ver comigo”. E quem é que quer ter trauma ou simplesmente pensar que tem? Isso parece algo muito dramático.

Dessa forma, trauma é, talvez, a mais evitada, ignorada, negada e incompreendida causa de sofrimento humano. É importante você saber, entretanto, que trauma não é doença. Então como explicar aquilo que você sente? Peter Levine tem uma excelente definição que explica em boa parte aquilo que, talvez, você esteja sentindo agora: “Trauma é uma camisa de força interna, criada quando um momento devastador é congelado no tempo. Sufoca o desenvolvimento do nosso ser, estrangulando nossas tentativas de seguir em frente com nossas vidas. Desconecta-nos de nós mesmos, dos outros, da natureza e do espírito. Quando somos dominados por uma ameaça, ficamos congelados no medo; é como se nossas energias instintivas de sobrevivência estivessem ‘arrumadas, prontas, sem ter lugar para onde ir”.

Você pode estar pensando agora “Nossa, é assim que eu me sinto!”. Sim, muitas pessoas se sentem desta forma, porém, não conseguem entender o porquê. E sem entender o que está acontecendo, muitas vezes não percebem que precisam de ajuda. O que talvez você ainda não saiba é que muitos sintomas do trauma aparecem muito tempo depois do ocorrido, às vezes anos depois, e, então, a pessoa não relaciona o sintoma, com a situação traumática e o pensamento mais comum é “eu já superei aquele evento, aquilo já acabou” e, quando os sintomas começam a aparecer, simplesmente ficam soltos, desconectados de qualquer situação anterior.

Será, então, que você já experimentou algum trauma? O modo mais comum de se pensar sobre trauma é que ele ocorre através de experiências de choque como sofrer uma violência, catástrofes, acidentes, ferimentos graves. Até recentemente, o conhecimento que se tinha sobre trauma era limitado unicamente a essas experiências.

Entretanto, hoje já se sabe que a verdade é bem maior do que essa. É provável que você ainda não saiba que, com o tempo, vários acidentes considerados insignificantes podem ter, numa pessoa, o mesmo efeito devastador que eventos traumáticos maiores, como guerra ou estupro. Talvez a coisa mais importante para você entender sobre trauma é que a pessoa pode ser “soterrada” por eventos diários que, normalmente, nós consideramos comuns e aos quais não damos a devida importância.

Trauma acontece quando qualquer experiência inesperada, como por exemplo, quedas, doenças, procedimentos médicos e dentários invasivos, entre outros, nos atordoa, nos inunda, deixando-nos alterados e desconectados de nossos corpos, de nós mesmos, de nossos familiares, das outras pessoas ou do mundo a nossa volta. Essa falta de conecção é frequentemente difícil de reconhecer porque não acontece de uma única vez.

Isso pode ocorrer devagar, com o tempo, e nós nos adaptamos a essas mudanças sutis, às vezes sem mesmos notá-las. Nós podemos sentir que algo está errado, sem mesmo estar completamente consciente do que está acontecendo; é um minguar gradual da nossa auto-estima, autoconfiança, sensação de bem-estar e conecção com a vida. Nesse sentido, muitos de nós já experenciaram trauma, direta ou indiretamente. Quando a vida começa a ficar limitada...

Como você pode imaginar, se estamos desconectados de nossos corpos, nossas escolhas começam a ficar limitadas e, com o tempo, começamos a evitar certos sentimentos, situações, pessoas ou lugares e já não estamos mais livres para decidir o que queremos sem essa influência traumática que nos prende tanto e, então, nos sentimos impotentes, sem esperanças ou desesperados. Essa constrição gradual nos leva a uma perda de vitalidade, a uma perda do nosso potencial para realizar nossos sonhos.

Se não conseguimos resolver o estresse gerado pelo evento traumático, sintomas ou doenças começam a ser formados e isso pode dificultar nossas aspirações individuais, econômicas, afetivas e espirituais. É... nossa vida começa a ficar limitada. Trauma acontece de maneira igual para todo mundo? A maneira como as pessoas lidam com situações traumáticas varia de pessoa para pessoa, portanto aquilo que pode prejudicar uma, às vezes não significou absolutamente nada para a outra.

Fatores como idade do indivíduo, a história do trauma, dinâmica familiar e mesmo composição genética influenciam nessa ampla extensão de respostas à ameaça. Devemos lembrar que uma criança pequena tem menos recursos para se defender que um adulto. Sendo assim ela está mais propensa a sofrer traumas.

Hoje em dia já se sabe que o evento em si não é traumático, mas, sim, a percepção que a pessoa tem do evento e a capacidade de responder a ele. Se alguém percebe uma situação como ameaça de vida, então essa situação é potencialmente traumática. “Trauma, portanto, não está no evento em si e, sim, no Sistema Nervoso”, e é com o Sistema Nervoso que devemos trabalhar, se quisermos ficar livres dos sintomas do trauma.

Quando podemos entender a diferença da maneira como as pessoas experimentam trauma, nós ficamos mais livres dos julgamentos que fazemos uns dos outros e isso é um passo enorme para a cura. Esse julgamento só nos afasta de procurarmos ajuda. Como curar o trauma? É importante você entender que qualquer ou todos os sintomas podem aparecer, não importando qual foi o evento que causou o trauma. E esses sintomas vão desaparecer quando o trauma for curado. Para curar o trauma nós precisamos aprender a confiar nas mensagens que nosso corpo está nos mandando e na enorme sabedoria que ele tem. Os sintomas do trauma nos fazem acordar, nos fazem olhar para nós mesmos.

Quando aprendemos a ouvir essas mensagens e aumentamos a consciência do nosso corpo e, finalmente, descobrimos como usá-las, então, nós podemos começar a curar nossos traumas. Muita transformação acontece com a cura do trauma. São restauradas a confiança e a capacidade; a sensação de “Eu posso” é recuperada e a pessoa se sente mais controlada, com maior consciência das possibilidades de escolhas. Ocorre um sentimento de realização e integração e a recuperação da espontaneidade.

Meu trabalho oferece os passos necessários para aliviar e eliminar a ativação do Sistema Nervoso, gerada por traumas passados que causam sintomas de desconforto e sofrimento. Lembre-se que, quando nos libertamos das amarras desses traumas passados, podemos ter um futuro diferente, com maior liberdade e novas possibilidades de escolhas. Sinta-se à vontade para me ligar e marcar uma sessão gratuita para conversarmos sobre como eu posso ajudar a resgatar tudo isso.

Fonte de Pesquisa: vidasemestresse

Um comentário:

Dri Viaro disse...

Oi,to passando pra conhecer seu blog, boa semana pra vc

bjs aguardo sua visita :)