terça-feira, janeiro 18

Qual a Diferença Entre Anfetamina e Metanfetamina???

Entre as drogas classificadas como anfetaminas estão a anfetamina, a metanfetamina (speed) e a metilendioxi-metanfetamina (MDMA, ecstasy ou adão).


O abuso de anfetaminas pode ser crónico ou intermitente. A dependência é tanto psicológica como física. Anos atrás, a dependência das anfetaminas pôde começar quando se receitavam medicamentos para perder peso, mas agora a maior parte do abuso começa com a sua distribuição ilegal. Algumas anfetaminas não estão aprovadas para uso médico e outras são fabricadas e consumidas ilegalmente. A metanfetamina é a anfetamina que mais se consome de forma abusiva. A MDMA tem uma distribuição ampla na Europa e, em anos recentes, nos Estados Unidos. Os consumidores tomam muitas vezes estas drogas para dançar sem descanso até ao amanhecer. A MDMA interfere na recaptação da serotonina (um neurotransmissor) e é considerada tóxica para o sistema nervoso.

Sintomas

As anfetaminas aumentam o estado de alerta (reduzem a fadiga) e a concentração, diminuem o apetite e melhoram a resistência física. Podem induzir um estado de bem-estar ou de euforia.

Muitos consumidores de anfetaminas estão deprimidos e utilizam os efeitos destes estimulantes sobre o humor para aliviar temporariamente a depressão. A resistência física pode, em certo grau, melhorar temporariamente. Por exemplo, nos atletas que participam numa corrida, a diferença entre o primeiro e o segundo pode ser apenas de umas décimas de segundo e as anfetaminas podem provocar a diferença. Algumas pessoas, como os camionistas que percorrem grandes distâncias, podem usar as anfetaminas para que as ajudem a permanecer acordadas.

Para além de estimular o cérebro, as anfetaminas aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca. Ocorreram ataques cardíacos mortais, inclusive em atletas jovens e saudáveis. A pressão arterial pode chegar a ser tão alta que rompa um vaso sanguíneo no cérebro, provocando um acidente vascular cerebral e provavelmente ocasionando paralisia e morte. A morte é mais provável quando as drogas como o MDMA são usadas em locais com temperaturas elevadas e pouca ventilação, quando o consumidor está muito activo fisicamente (por exemplo, dançando rapidamente) ou quando transpira intensamente e não bebe água suficiente para recuperar o líquido perdido.

As pessoas que consomem habitualmente anfetaminas várias vezes ao dia desenvolvem rapidamente tolerância. A quantidade consumida no final pode ultrapassar em várias centenas de vezes a dose original. Com tais doses, quase todos os consumidores abusivos se tornam psicóticos, porque as anfetaminas podem causar ansiedade intensa, irritabilidade extrema, paranóia e uma alteração do sentido da realidade. As reações psicóticas incluem alucinações visuais e auditivas (ver e ouvir coisas que não existem) e sentimentos de omnipotência. Embora estes efeitos possam suceder em qualquer consumidor, as pessoas com uma doença psiquiátrica, como a esquizofrenia, são mais vulneráveis.

Tratamento

Quando se interrompe bruscamente o consumo de uma anfetamina, ocorrem sintomas opostos aos efeitos da droga. O consumidor acha-se cansado ou sonolento (um efeito que pode durar dois ou três dias depois de deixar de tomar a droga). Algumas pessoas ficam intensamente ansiosas e inquietas. Os consumidores que estavam deprimidos quando começaram a usar as anfetaminas podem inclusive ficar mais deprimidos quando as deixam. Podem tornar-se suicidas, mas pode acontecer que durante vários dias lhes faltem as forças para tentarem suicidar-se. Assim, os consumidores crónicos podem necessitar de ser hospitalizados durante a abstinência da droga.

Uma pessoa que sofre delírios e alucinações pode tomar um medicamento antipsicótico, como a clorpromazina, que tem um efeito calmante e alivia o sofrimento. No entanto, um medicamento antipsicótico pode diminuir de forma aguda a pressão arterial. Habitualmente, um ambiente tranquilizante e seguro ajuda a pessoa a recuperar

Fonte de pesquisa: Manual Merk

Nenhum comentário: